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sexta-feira, 12 de julho de 2024

Entre o Céu e o Mar - Cibele Nakamura - Texto de Oscar D'Ambrosio

Texto lindo escrito por Oscar D'Ambrosio - Cibele Nakamura - Entre o Céu e o Mar, 2013 - Cerâmica Marmorizada, placa - Queima em forno elétrico a 1240ºC - 23 x 23 x 3 cm - As paisagens marinhas têm a possibilidade de trazer movimentações internas no observador. A sugestão de movimento das nuvens e o seu diálogo com as ondas do mar, que muitas vezes parecem recriar o dinamismo das marés, costumam compor obras expressivas nesses diálogos. No entanto, o trabalho que acompanha este post tem um elemento adicional: a baleia que surge em meio a essas forças da natureza a criar maravilhamentos. Assim como a arte, o mamífero tem a análoga capacidade de provocar transformações em quem a vivencia. Sentir uma criação visual e ver um animal daquele porte geram a mesma sensação majestosa de que o infinito pode ser alcançado. Oscar D’Ambrosio - 2022
Desafio do Mês de Abril – Mês das Paisagens O desafio do Mês de Abril é trabalhar a palavra PAISAGEM.

quarta-feira, 19 de maio de 2021

Leitura da Obra Embrião por Oscar D'Ambrosio

Lindo texto sobre a minha obra Embrião, escrito pelo jornalista, escritor e crítico de arte, Oscar D'Ambrosio

Texto de Oscar D"Ambrosio

11/02/2021

A linguagem tridimensional tem muitos fascínios. O lidar com o espaço oferece múltiplas possibilidades. A escultura de Cibele Nakamura que acompanha este post, por exemplo, apresenta algumas discussões sobre como pode ocorrer o diálogo interno de uma peça e dela com o seu entorno. A artista reflete sobre o conceito de circularidade, com as linhas curvas apontando para um movimento de interioridade. Além disso, busca explorar as formas cheias e vazias, o que oferece a cada trabalho a possibilidade de “respirar”, ou seja, de se alimentar das luzes e sombras que a próprio trabalho cria. Outro fator essencial é que a estrutura criada não se fecha, deixa espaços abertos para o olhar, o que assegura beleza e sugere multiplicidade de perguntas e de interpretações, mantendo a obra como um espaço convidativo, que chama o observador para se deliciar e interagir com ela.

Oscar D’Ambrosio